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Lucidez

Seguem três lúcidas recitações sobre a diferença, o cansaço e o absurdo:

A mais segura diferença que poderíamos estabelecer entre as pessoas não seria dividi-las em espertas e estúpidas, mas em espertas e demasiado espertas, com as estúpidas fazemos o que quisermos, com as espertas a solução é pô-las ao nosso serviço, ao passo que as demasiado espertas, mesmo quando estão do nosso lado, são intrinsecamente perigosas, não o conseguem evitar, o mais curioso é que com os seus actos estão constantemente a dizer-nos que tenhamos cuidado com elas, em geral não damos atenção aos avisos e depois aguentamos as consequências.

¿!

Não se cansem a discutir, a melhor atitude ainda será a de não pedir explicações e logo duvidar delas no improvável caso de que as tenham dado, quase sempre são mentirosas.

¿!

Os que mandam não só não se detêm diante do que nós chamamos absurdos, como se servem deles para entorpecer as consciências e aniquilar a razão.


José Saramago – Ensaio sobre a lucidez


Estudo comparativo da filosofia

Cada sistema apresenta a verdade não somente de um determinado ponto de vista mas também comunica-a por meio de uma linguagem com terminologia peculiar. Consequentemente, a menos que conheçamos o exato significado das palavras usadas como roupas das ideias, estamos arriscados a desentendimento ou confusão em relação às ideias que procuramos transmitir ao leitor. Somente quando temos uma ideia correta e ampla em relação às verdades da filosofia por meio de estudo profundo e comparativo dessas verdades, podemos saber com certeza o significado de uma determinada palavra usada num determinado contexto. 


Pratyabhijna Hridayam de Ksemaraja por I. K. Taimni


O tremor

Quando a Terra volta a escrever seus profundos versos, um vento que não sopra derruba asas de pedra no chão. Quando a Terra abre seus profundos versos, ela nos une ainda mais. Os versos da Terra só destrõem, só engolem o que já é dela mesma.

Recitamos um trecho do Ramayana, ilustrando-o com uma imagem da ave Garuda antes do terremoto deste nosso outono:


Indra esteve escondido perto da Terra. Atirou um raio e atingiu o peito de Garuda. Com esse golpe, todo o conhecimento veio a Garuda. Ele ficou sabendo tudo o que já existira, tudo o que existia e tudo o que viria a existir; conheceu-o num instante.





Ora, em sinal de respeito pelos dias passados, quando aquele raio insuportável o atingiu, Garuda deixou cair uma pena. A pena de ouro revoluteou no ar, do tamanho de um escudo de guerra.


O Ramayana – William Buck


Quem somos nós: as máscaras




Tudo isso nos afeta a todos, mas os efeitos são mais pronunciados nas pessoas colocadas em posição de exercer em grau extraordinário o poder político, mental, econômico ou de qualquer outra espécie. A corrupção da mente e da moral que geralmente segue a posse e o uso do poder é um fenômeno muito conhecido, que vemos por toda a parte ao nosso redor. Essa corrupção está se tornando mais e mais difundida, proeminente e desmoralizante em seus efeitos, porque o desenvolvimento das instituições socialistas e democráticas dá a um grande número de pessoas a oportunidade de alcançar o poder e usá-lo para seus propósitos egoístas. Essa conquista do poder utiliza em geral a máscara do esforço para melhorar as condições econômicas, sociais e políticas dos outros, conseguindo sucesso em enganar a estes. Mas aqueles que têm algum senso de discriminação e não estão tirando benefícios pessoais, direta ou indiretamente, podem ver através dos artifícios empregados para disfarçar a natureza egoísta, e às vezes impudente, dessas ambições e atividades.

Essa tendência está se tornando mais e mais pronunciada e assumindo proporções alarmantes. Os que perseguem o poder, que conseguem alcançá-lo e dele auferem benefícios, são tão numerosos que estas coisas são tidas como óbvias e consideradas exercícios legítimo de nossa liberdade e direitos como seres humanos.
  

I. K. Taimni - Pratyabhijna Hridayam de Ksemaraja


Inspiração

Um grande músico é capaz de criar suas melhores obras ao perder-se por inteiro em seu trabalho. Um inventor resolve seus maiores problemas quando não está consciente de solucionar qualquer problema. É em tais momentos que essas pessoas têm inspiração e contato com aquilo que estão procurando, desde que, é claro, tenham dominado a técnica e suas mentes estejam plenamente concentradas. É o desaparecimento da autoconsciência que, de algum modo, abre a porta para um novo mundo em que normalmente elas não têm condições de entrar.


I. K. Taimni – A Ciência do Yoga


Universo em fragmentos

Dado que o mundo físico é apenas o revestimento mais externo do universo manifestado, nosso conhecimento deste universo está destinado a permanecer fragmentado e extremamente parcial. 


I. K. Taimni – A Ciência do Yoga


Uma questão de tudo ou nada

[...] o Mistério da Vida não pode ser decifrado de modo fragmentado. Não podemos decompor o Grande Mistério em uma quantidade de problemas elementares para, então solucioná-los um a um, embora seja isto o que a filosofia moderna tenta fazer. A resolução do Mistério depende de obter-se uma visão sintética do Eterno e não de reunir as soluções separadas e parciais obtidas por meio do processo analítico do intelecto. É uma questão de “tudo ou nada”. 


I. K. Taimni – A Ciência do Yoga


História de um cão



Aos professores que ensinam poesia aos alunos, aos pais que ensinam poesia aos filhos e aos que seguem a Lei do Sacrifício: 


História de um cão

Eu tive um cão. Chamava-se Veludo:
Magro, asqueroso, revoltante, imundo
Para dizer numa palavra tudo
  Foi o mais feio cão que houve no mundo

Recebi-o das mãos dum camarada,
Na hora da partida, o cão gemendo,
Não me queria acompanhar por nada:
Enfim - mau grado seu - o vim trazendo.

O meu amigo cabisbaixo, mudo,
Olhava-o... o sol nas ondas se abismava...
"Adeus" — me disse — e ao afagar Veludo,
Nos olhos seus o pranto borbulhava.

"Trata-o bem. Verás como rafeiro
Te indicará os mais sutis perigos;
Adeus! E que este amigo verdadeiro
Te console no mundo ermo de amigos."

Veludo a custo habituou-se à vida
Que o destino de novo lhe escolhera;

Sua rugosa pálpebra sentida
Chorava o antigo dono que perdera.

Nas longas noites de luar brilhante
Febril, convulso, trêmulo, agitado
A sua cauda — caminhava errante
À luz da lua — tristemente uivando.

Toussenel: Figuier e a lista imensa
Dos modernos zoológicos doutores
Dizem que o cão é um animal que pensa:
Talvez tenham razão estes senhores.

Lembro-me ainda. Trouxe o correio
Cinco meses depois, do meu amigo
Um envelope fartamente cheio:
Era uma carta. Carta! era um artigo

Contendo a narração miúda e exata
Da travessia. Dava-me importantes
Notícias do Brasil e de La Prata.
Falava em rios, árvores gigantes:

Gabava o steamer que o levou; dizia
Que ia tentar inúmeras empresas:
Contava-me também que a bordo havia
Mulheres joviais - todas francesas.

Assombrava-me muito da ligeira
Moralidade que encontrou a bordo:
Citava o caso d’uma passageira...
Mil coisas mais de que me não recordo.

Finalmente, por baixo disso tudo
Em nota bem do melhor cursivo
Recomendava o pobre cão Veludo
Pedindo a Deus que o conservasse vivo.

Enquanto eu lia, o cão tranquilo e atento
Me contemplou, e — creia que é verdade,
Vi, comovido, vi nesse momento
Seus olhos gotejarem de saudade.

Depois lambeu-me as mãos humildemente
Estendeu-se aos meus pés atencioso
Movendo a cauda e, — adormeceu contente
Farto d'um puro e satisfeito gozo.

Passou-se o tempo. Finalmente um dia
Vi-me livre daquele companheiro;
Para nada Veludo me servia
Dei-o à mulher d'um velho carvoeiro.

E respirei! "Graças a Deus! Já posso"
Dizia eu "viver neste bom mundo
Sem ter que dar diariamente um osso
A um bicho vil, a um feio cão imundo."

Gosto dos animais, porém prefiro
A essa raça baixa e aduladora
Um alazão inglês, de sela ou tiro,
Ou uma gata branca cismadora.

Mal respirei, porém! Quando dormia
E a negra noite amortalhava tudo
Senti que à minha porta alguém batia:
Fui ver quem era. Abri. Era Veludo.

Saltou-me às mãos, lambeu-me os pés ganindo,
Farejou toda a casa satisfeito;
E — de cansado — foi rolar dormindo,
Como uma pedra, junto do meu leito.

Praguejei furioso. Era execrável
Suportar esse hóspede importuno
Que me seguia como o miserável
Ladrão, ou como um pérfido gatuno.

E resolvi-me enfim. Certo, é custoso
Dizê-lo em alta voz e confessá-lo
Para livrar-me desse cão leproso
Havia um só meio: era matá-lo.

Zunia a asa fúnebre dos ventos;
Ao longe o mar na solidão gemendo,
Arrebentava em uivos e lamentos...
De instante em instante ia o tufão crescendo.

Chamei Veludo: ele seguia-me. Entanto
A fremente borrasca me arrancava
Dos frios ombros o revolto manto
E a chuva meus cabelos fustigava.

Despertei um barqueiro. Contra o vento,
Contra as ondas coléricas vogamos;
Dava-me força o torvo pensamento:
Peguei um remo — e com furor remamos.

Veludo à proa olhava-me choroso,
Como o cordeiro no final momento.
Embora! Era fatal! Era forçoso
Livrar-me enfim desse animal nojento.

No largo mar ergui-o nos meus braços
E arremessei-o às ondas de repente...
Ele moveu gemendo os membros lassos
Lutando contra a morte. Era pungente!

Voltei à terra — entrei em casa. O vento
Zunia sempre na amplidão profundo.
E pareceu-me ouvir o atroz lamento
De Veludo nas ondas moribundo.

Mas, ao despir dos ombros meus o manto
Notei — oh grande dor! haver perdido
Uma relíquia que eu prezava tanto!
Era um cordão de prata: eu tinha-o unido.

Contra o meu coração constantemente
E o conservava no maior recato,
Pois minha mãe me dera essa corrente
E, suspenso à corrente, o seu retrato.

Certo caíra além no mar profundo
No eterno abismo que devora tudo;
E foi o cão, foi esse cão imundo
A causa do meu mal! Ah, se Veludo

Duas vidas tivera — duas vidas
Eu arrancara aquela besta morta
E aquelas vis entranhas corrompidas!
Nisto senti uivar à minha porta.

Corri, - abri... Era Veludo! Arfava:
Estendeu-se a meus pés — e docemente
Deixou cair da boca que espumava,
A medalha suspensa da corrente.

Fora crível, oh Deus? — Ajoelhado
Junto do cão — estupefato, absorto,
Palpei-lhe o corpo: estava enregelado
Sacudi-o, chamei-o! Estava morto.


Luis Guimarães (Filho)



Matéria, arte, vida



Nossa afinidade com o pensamento do autor destas palavras recitadas se reflete nos links:


Os artistas lidam com matéria inerte. O homem que está esculpindo a imagem do seu Eu verdadeiro para emergir de sua natureza inferior está trabalhando com alguma coisa viva, real. Um problema da vida está sendo resolvido. Um quadro vivo do que deveremos ser no futuro está sendo pintado. Uma nova estátua corporificando nossa futura perfeição está sendo esculpida no mármore bruto de nossa natureza inferior. É a criatividade divina neste trabalho que transforma nossa vida numa canção, apesar de todas as perturbações e tribulações que passamos na periferia de nossa consciência no mundo externo. É semelhante ao processo de um botão tentando abrir-se em flor com toda a alegria natural sempre presente em tal processo de desenvolvimento na natureza. Estamos tentando trazer o futuro para o presente. Estamos nos tornando aquilo que somos. Não sabemos como a estátua será, mas Aquele que é o Eu interior sabe e sentimos sua mão guiando-nos ao tomarmos o buril e começarmos a modelar o bloco de mármore de nossa natureza bruta. Os que são artistas e conhecem a alegria de pintar um quadro ou escrever um poema podem avaliar o que seria a felicidade de produzir uma imagem divina viva, que potencialmente está oculta em nosso interior. Um quadro é coisa morta, uma estátua é coisa morta, mas aquilo que tem vida, que aos poucos vai surgindo de nosso interior, é um Ser Divino de infinito potencial, que se torna cada vez mais um veículo do amor, da sabedoria e do poder divinos.


I. K. Taimni, em Autocultura à Luz do Ocultismo



O amor que há nos mosaicos

Atraindo belas palavras para formar nosso mosaico de estudos poéticos:


O amor é a atração entre um fragmento da Divindade e outros fragmentos, ou para o Todo, do qual esses fragmentos são derivados. É uma atração que é sentida quando esses fragmentos são cobertos por camadas separadas de mente e matéria. É assim o inverso da força que mantém esses fragmentos separados na manifestação.


¿!


O puro amor atrai um fragmento da consciência separada para o Conjunto do qual se separou, de modo que possam unir-se outra vez. 


I.K. Taimni, em Autocultura à luz do ocultismo


A perda da visão poética 10

Como a perda da visão poética fragmenta a verdade ou como a perda da visão poética visualiza posts sem ler links:


Não apenas nada é visto como um todo pelo intelecto, mas também nada é visto em sua correta perspectiva, em sua relação com outras coisas e outras verdades existentes ao mesmo tempo. Isto faz com que se superestime a importância das verdades parciais, utilize indevidamente o conhecimento relativo às forças naturais, adote meios errados para atingir fins corretos, e tantos outros males dos quais a civilização moderna, baseada no intelecto, fornece muitos e notáveis exemplos. Esta falta de perspectiva e percepção do todo é característica de todo conhecimento e ação baseados no intelecto divorciado da sabedoria.


I. K. Taimni – A ciência do yoga 


Não compreendemos

Depois da inauguração dos estádios para a copa, durante a campanha eleitoral, no mundo das celebridades e dos famosos... O blogue é fruto dos livros em forma de rolo e também será levado pela onda do tempo:


Escrevemos livros; tentamos arranjar um lugar na história como líderes políticos; fazemos muitas coisas e, às vezes, coisas não desejáveis, na cruel ilusão e na vã esperança de tornarmo-nos imortais. Não compreendemos que em tais casos é tão-só um nome ou uma forma que pode perdurar no máximo alguns séculos, não nós. A onda do tempo avança implacavelmente, destruindo não somente nomes de pessoas atualmente famosas, mas tudo em seu caminho, mesmo civilizações e Globos, Sistemas Solares e Universos. Quanta ilusão! 


I. K. Taimni, em Autocultura à Luz do Ocultismo


Iniciação

Uma receita para presbiopsia:


Quem quer que sejas: deixa tua alcova,
da qual já sabes tudo que desejas;
teu lar na tarde, longe se renova,
quem quer que sejas.

Com teus olhos exaustos, que ainda a custo
entre os gastos umbrais logram passar,
ergues inteira a sombra dum arbusto
posto ante o céu – esguio, singular.

E tens já pronto o mundo: estranho assim
como palavra que amadurecesse
no silêncio, e que teu olhar esquece
quando lhe captas o sentido, enfim...


Rilke – Poemas e Cartas a um Jovem Poeta


Livros inúteis

Recitamos um comentário de Jung sobre o Bardo Thödol, a Grande Doutrina da Libertação pela Audição e pela Visão no Plano do Pós-Morte, conhecido também como O livro tibetano dos mortos. O comentário encontra-se na obra organizada por W. Y. Evans-Wentz.

É bom que existam livros “inúteis” para todos os fins e propósitos. Eles são destinados a essa “gente rara” que não dá tanta importância aos hábitos, metas e significados da “civilização” atual.


Carl G. Jung


Solstício de inverno

Saudamos a noite mais longa do ano com a 745ª noite do Livro das mil e uma noites. Saudações ao que se esfria nos corações. Saudações aos que apreciam ouvir as histórias sobre a morte:

[Prosseguiu Sahrazad:] E agora te é necessário aprender as histórias do último suspiro, como também deves ficar ciente de que os estúpidos que se deixam seduzir pela dilatação de prazo não apreciam ouvir histórias sobre a morte, a fim de que o amor pelo mundo não se esfrie em seus corações, nem lhes transtorne o [prazer de] comer e beber.


Traduzido do árabe por Mamede Mustafa Jarouche




Recitando as águas da chuva



Assim que a chuva começa, o som da água se modifica. Em pouco tempo a secura quebradiça de um ano se vai, e tudo se encharca, e dia após dia a chuva, que não para, cai na lama, martela as pedras molhadas e quebra as folhas. A montanha parece feita de água. E todas as coisas revelam que também são feitas apenas de água.


William Buck – O Ramayana


Recitando as águas da montanha




[As montanhas] recitaram encantamentos em voz alta com os sons das suas quedas d’água.


William Buck – O Ramayana


Recitando as águas do amor e do sono

A água, essa filha primeira, nascida da fusão aérea, não pode renegar sua origem voluptuosa e, na terra, ela se mostra com uma celeste onipotência como o elemento do amor e da união... Não é em vão que os sábios antigos procuram nela a origem de todas as coisas... E as nossas sensações, agradáveis ou não, não são mais, afinal, que as diversas maneiras do escoar em nós dessa água original que existe em nosso ser. O próprio sono não passa do fluxo desse mar invisível, universal, e o despertar é o começo do seu refluxo. Só os poetas deveriam ocupar-se dos líquidos.


Novalis


Recitando as águas do rio e o descanso das nuvens




Os rápidos rios, transbordantes e às gargalhadas, desciam a montanha, de um castanho-escuro na cheia, rugindo e espumando com ondas brancas de cristais. A água corria pelas trilhas de pedra, e a terra debaixo delas desapareceu sob as águas. O mundo se transforma em um lago extravasante, e os montes, em ilhas. Pesadas e escuras, as nuvens tinham de descansar sobre os altos picos das montanhas e ali pareciam deitar raízes, e fileiras de garças brancas, voando ao vento molhado, eram uma guirlanda branca para o céu. 


William Buck – O Ramayana


Cansaço: nas vizinhanças do sonho


The dream is over.
[O sonho acabou]

God, de John Lennon


Parece-me, na verdade, que com a aproximação da consciência, o conteúdo subliminar da psique “se apaga”. O estado subliminar conserva ideias e imagens a um nível de tensão bem menor do que o que elas possuem quando conscientes. Definem-se com menor clareza; as suas inter-polações são menos óbvias e repousam em analogias mais imprecisas; são menos racionais e, portanto, mais “incompreensíveis”. Esse mesmo fenômeno pode ser observado em todas as condições vizinhas do sonho, provocadas pelo cansaço, pela febre ou por tóxicos. Mas se alguma coisa acontece, trazendo maior tensão a qualquer dessas imagens, elas se tornam menos subliminares e, por estarem mais próximas do limiar da consciência, mais nitidamente definidas.

Carl G. Jung

I’m so tired I can’t sleep.
[Estou tão cansado que não consigo dormir]


Pennyroyal Tea, Kurt Cobain