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3996 regras

São 3996 sutras, mais o primeiro aforisma da Mahâbhâsya, mais os 14 Shiva sutras.

Uma regra é breve na forma e precisa na função. São classificadas em gerais, particulares e residuais. Não existe exceção à regra nem brecha na lei. As regras são formuladas e organizadas segundo o contexto, a função, a força relativa e a relação interna.

A téssera da regra é sua aplicação. 


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Visão da ruína

¿!  As ruínas são registros mudos.


Sutra: a arte

A arte de apresentar qualquer assunto em forma condensada como aforismos consiste em separar o não essencial do essencial e apresentar somente a essência a mais interior. 


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3) O Mahabharata – No princípio


Eis que nasceu o mundo maravilhoso,
Num instante ele morre,
E num sopro se refaz.

Pela lentidão de nosso olho
E a rapidez da mão de Deus,
Nós acreditamos no mundo.


No princípio houve o amor. Amaldiçoado o que torna o amor inútil e bendito o que ama sem nunca ter visto. Mas, na história de guerreiros, até o deus do amor apresenta-se armado. Kama carrega o arco mais poderoso do mundo. Feito de cana-de-açúcar, sua corda é uma fileira de abelhas e suas flechas têm pontas de flor. Houve o amor de Ganga, a deusa do rio, pelo rei Bharata Santanu; houve o amor de Gandhari pelo rei cego Dhritarashtra; houve o amor de Pandu por Kunti, mãe de Karna, Arjuna, Bhima e Yudhishthira; houve o amor de Pandu por Madri, mãe de Nakula e Sahadeva; houve o amor de Draupadi, a nascida do fogo de Shiva, pelos seus cinco maridos Pandavas. Houve muitos outros amores. Talvez, em algum aspecto, o próprio Duryodhana tenha amado Draupadi. 

No princípio houve as armas. Foi ensinado a cada guerreiro o que eles podiam aprender. Ao melhor deles, revelaram-se as armas. Arjuna, o príncipe argênteo, permanecia com seu arco tão estirado que formava um círculo. Os olhos do melhor arqueiro de todo o mundo só viam o alvo, nada mais podiam descrever. Prometeu ao seu instrutor que sempre lutaria para vencer. O deus do fogo Agni entregou à Arjuna o arco Gandiva, duas aljavas de flechas que jamais se esgotavam e uma carruagem onde havia um disco de ferro para Krishna. Bhima, o de olhos cinzentos, arrojava uma pesada clava octogonal. Yudhishthira, o de olhos dourados, era o melhor auriga. Sahadeva, o que sabe o que é verdadeiro, e Nakula, o que tudo descobre através da amizade, eram os melhores espadachins.




No princípio houve a amizade entre Krishna e Arjuna. Narayana conhecera Nara há muito tempo, às margens de uma água que era leite. Arjuna lembrou-se da alta árvore de Narayana, mas a lembrança esvaeceu-se. Krishna sorriu e abraçou Arjuna. Todos os deuses vieram ver os dois – a alma de toda a vida e seu amigo de outrora. Indra, o senhor dos deuses, reconheceu que ninguém pode lutar contra eles dois juntos. Os deuses sumiram. Krishna riu: “Bharata, ESTE é o mundo. Não há nenhum outro!”. Não existe ninguém que possa compreender a diferença entre estes dois amigos.

No princípio houve a construção do palácio dos pandavas. Maya, o que trouxe para Arjuna a trombeta de búzio Devadatta, manteve-se oculto e invisível até terminar a construção. Sobre mil colunas de ouro, um edifício mágico de mármore e pérolas. Arjuna quis saber se o palácio era uma ilusão. Maya, o construtor, disse que não sabia. Krishna riu.

No princípio houve o desafio do jogo de dados no qual as naturezas das personagens se revelaram. A de Arjuna era falar claramente. A de Yudhishthira era não poder recusar um desafio. Ele não tinha medo: sucesso ou desventura viriam, jogando ou não. Duryodhana era o que era e seguia a sua própria natureza. Somente a insatisfação o conduzia à felicidade. Yudhishthira perdeu tudo que tinha para Duryodhana e os kurus. Perdeu o reino, os irmãos, perdeu a si mesmo e perdeu Draupadi. Foi quando ela pensou em Krishna. Antes que o pensamento estivesse plenamente formado, Krishna foi até Draupadi, que teve suas vestes arrancadas. Mas ela trajava outra por baixo. Esta também foi arrancada. Mas Draupadi trajava outra por baixo. Trinta mantos finos e coloridos espalharam-se pelo chão – eles nunca veriam Draupadi. O rei cego libertou Draupadi e seus maridos. Jogou-se o último lance. O perdedor seria banido para a floresta, obrigado a passar 12 anos em exílio. O ganhador ficaria com todo o reino, devolvendo a metade para o perdedor quando o exílio terminasse.

No princípio houve o exílio. Vidura descreveu a partida dos pandavas e de Draupadi para o rei cego. Arjuna ia por último, lançando docemente grãos de areia com as duas mãos, como haveria de lançar flechas na batalha. E porque era a primeira no coração de todos, Draupadi, linda como a lua cheia, caminhava à frente. Chorava e cobria o rosto com suas mãos de lótus. Lakshmi havia sido insultada em pessoa.

No princípio houve o consolo de Krishna: “Princesa Draupadi, permaneceremos na roda da vida que gira e gira. Agora somos reis, logo passamos uma existência na crista de uma folha de relva. Mas vivemos sempre. Nada pode deter a roda. Quando lhe sobrevém uma felicidade, você não hesita em acreditar que ela seja real? Então, não aceite o infortúnio sem pô-lo à prova. Nada sabemos; ele talvez desapareça, talvez nem seja verdadeiro”.




Fonte da imagem: circunferência e círculo


Sutra: o significado

O esforço para se reconhecer o “fio” oculto do raciocínio, sob ideias aparentemente desconexas, muito frequentemente fornece a chave para o significado de muitos sutras.

A necessidade de lutar com as palavras e as ideias e delas extrair seus significados ocultos assegura uma assimilação bastante completa do conhecimento e desenvolve, simultaneamente, os poderes e as faculdades da mente, em especial aquela capacidade de extrair da própria mente o conhecimento nele oculto.

Ao longo do tempo, é possível que tenham ocorrido alterações fundamentais no significado das palavras e nos padrões de pensamento. Este fato gera infinitas possibilidades de enganos e interpretações errôneas de alguns sutras.

Verificar as verdades básicas do que é exposto através das experiências pessoais ajuda a manter vivo o que está nos sutras e a preservar os significados das palavras. Divorciada de sua aplicação prática, a exposição tende a perder-se num emaranhado de palavras que perderam seu significado e sua relação com os fatos. 


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O tremor

Quando a Terra volta a escrever seus profundos versos, um vento que não sopra derruba asas de pedra no chão. Quando a Terra abre seus profundos versos, ela nos une ainda mais. Os versos da Terra só destrõem, só engolem o que já é dela mesma.

Recitamos um trecho do Ramayana, ilustrando-o com uma imagem da ave Garuda antes do terremoto deste nosso outono:


Indra esteve escondido perto da Terra. Atirou um raio e atingiu o peito de Garuda. Com esse golpe, todo o conhecimento veio a Garuda. Ele ficou sabendo tudo o que já existira, tudo o que existia e tudo o que viria a existir; conheceu-o num instante.





Ora, em sinal de respeito pelos dias passados, quando aquele raio insuportável o atingiu, Garuda deixou cair uma pena. A pena de ouro revoluteou no ar, do tamanho de um escudo de guerra.


O Ramayana – William Buck


Sutra: o método

Sutra é um método clássico para a exposição de temas importantes. Foi adotado pelos sábios e letrados antigos.

Exposição clara de todos os aspectos essenciais e continuidade do tema fundamental, apesar da aparente descontinuidade das ideias apresentadas, são as características mais importantes desse método.

Este método de exposição prevaleceu numa época em que a imprensa era desconhecida e em que o estudante tinha de memorizar a maioria dos mais importantes tratados. Daí a necessidade de condensar ao máximo a escrita.

Nada do essencial era deixado de fora. Aquilo com que o estudante estava familiarizado era cortado impiedosamente. O mesmo acontecia com o que ele pudesse inferir do contexto.

No método sutra, a essência do conhecimento requerido tem que ser extraída, convenientemente preparada, analisada e assimilada, antes que o assunto possa ser completa e integralmente compreendido. 


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Sutra: o fio

A palavra sutram, em sânscrito, significa um fio. Este significado primário deu origem ao secundário. Sutram também significa um aforismo. Em Nossos Estudos Poéticos significa também um link.

Um fio une uma quantidade de contas num rosário. A subjacente continuidade de uma ideia une os aspectos essenciais de um tema. 


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Mestres calceteiros


Mar largo - estrutura geométrica do calçamento em ondas (croqui José Tabacow)


A arte pública do mosaico de pedras portuguesas, formado pela justaposição de pedras de formato irregular, é uma tradição dos países lusófonos derivada possivelmente do mosaico romano. Os pavimentos calcetados de pedras de calcário branco e preto datam de 1500 e foram muito empregados no paisagismo de meados do século XIX. Uma das técnicas utilizadas na elaboração desse mosaico é o mar largo. Um exemplo é o calçadão de Copacabana, projetado no início do século XX por Burle Marx, Haruyoshi Ono e José Tabacow.

Hoje muitos desses mosaicos vêm sendo substituídos por cimento. A justificativa para a destruição dos mosaicos é politicamente correta – falta de acessibilidade para deficientes físicos, piso escorregadio para idosos. Já outros mosaicos vêm sendo substituídos por asfalto. A justificativa é a mobilidade urbana – pistas mais largas para carros e abertura de ciclovias. Tudo se encaixa. Mas não sabemos para onde vão as pedras retiradas.

Dizem os anônimos mestres calceteiros, no entanto, que a destruição do mosaico se deve à incompetência de nossa época: aplicação em locais indevidos, situados em áreas inclinadas, reparos realizados por mão-de-obra não qualificada, buracos por causa do mau encaixe das pedras. Cimento e asfalto são as vantagens do imediatismo e do simplismo e do baixo custo.

A lição que podemos aprender com os mestres calceteiros é a seguinte: a arte identifica sua época e seu espaço até mesmo quando abandonada, desprezada e destruída. E reflete as qualidades que desenvolvemos. A calcetaria só é bela e segura quando bem feita.

Todos os anos, milhões de pessoas se reúnem no mar largo de Copacabana para celebrar a chegada do ano novo. Jogam flores no mar, acendem velas, abrem garrafas de espumante, brindam, fazem pedidos, votos e promessas. Celebremos, então, o nosso tempo e o nosso espaço, refletindo sobre as qualidades que vamos desenvolver ao longo de 2015. As qualidades que vão nos identificar.

Fonte da imagem: Vitruvius


Verão



Saudações a tudo que se manifesta por ondas.

Saudações aos que fiam, aos que tecem, aos que cantam e aos que nadam como as Nereidas, as personificações das ondas. Saudações aos que apostam na mega da virada, aos que jogam na bolsa, aos que trabalham com moda, aos que não têm emprego fixo, aos que não têm salário fixo, aos que surfam, aos que vivem seus altos e baixos, cristas e vales, aos que vivem entre o nascimento e a morte.

Saudações aos contrastes, ao preto e branco. Saudações aos que mergulham nas escuras águas profundas e aos que flutuam na clara espuma da superfície.

Saudações à passividade, aos que se deixam levar ao sabor das ondas.

Saudações aos que conhecem a força que ergue as ondas com violência. Aos que conhecem a força da inércia.

Saudações às ondas do verão, às ondas do mar, às ondas de calor, às ondas do calçadão. Conheçamos a frequência do que se move periodicamente.

Saudações à fonte de tudo que se manifesta por ondas. 
Equinócio de outono



Deixando a Casa da Flôr




1. Se dá voltas a uma escultura,/ o corpo é que a envolve, livre;/ se penetra em qualquer pintura/ como janela que se abrisse;// se pode boiar numa música,/ nos pauís doentes de que consiste;/ se pode ir em fins de semana/ a romances que tenham o “habite-se”.//

2. Mas só a arquitetura é total,/ não virtual, ao corpo que a vive,/ ainda mais se essa arquitetura/ numa cidade se urbanize;//

Com os versos de João Cabral de Melo Neto nos despedimos da Casa da Flôr. Aproveitamos para agradecer ao sobrinho-neto de Seu Gabriel, que nos acompanhou durante a nossa visita, que contou histórias sobre a casa e que se despediu de nós recitando uma poesia. Retribuímos agora com os versos do Ferrageiro de Carmona. 

Explicaria o Ferrageiro que as flores de Seu Gabriel são “flores criadas numa outra língua,/ nada têm das flores de fôrma moldadas pela das campinas”. A Casa da Flôr não é feita de “[...] uma flor já sabida,/ mas do que pode até ser flor/ se flor parece a quem o diga”.

E nós, blogueiros, explicaríamos ao Ferrageiro que não foi a força com que se trabalha o ferro forjado, material de grande resistência, que deu limites às flores de Seu Gabriel. As flores de Seu Gabriel são feitas de materiais de pouca resistência, que se quebram facilmente. Foi a força do pensamento que uniu os cacos, dando-lhes uma nova forma.

Nos posts de Nossos Estudos Poéticos, a arquitetura da Casa da Flôr tornou-se virtual. Em Nossos Estudos Poéticos, os mosaicos de Seu Gabriel tornaram-se tesselas de nosso mosaico. Que todas as tesselas venham a ser um mosaico. Que todos os fragmentos venham a ser tésseras. Que tudo floresça e, depois, volte a ser uma semente.


No jardim da Casa da Flôr




a rosa dos ventos, a rosa de ouro, a Rosa de Hiroshima, a Rosa Cândida, a rosa-cruz, a rosa mística, o lótus, a hortênsia, a anêmona, o narciso, o lírio, o girassol vítreo, a taça de vida, a chuva, o orvalho, a alma, o coração, o amor, uma roda, uma rosácea gótica, uma mandala, uma pedra de roseta, de a a ksha, do alfa ao ômega, de A a Z: um rosário


Descrição ou discrição

“Qualquer descrição desse mundo só pode ser vaga, indireta, simbólica ou expressa por meio de negativas”, é o que nos diz Taimni. Consultando o dicionário Aurélio, encontramos que descrição é a exposição circunstanciada feita pela palavra escrita ou falada. Ampliando seu significado, podemos ainda dizer que descrever é contar minuciosamente, fazer uma enumeração ou relação. O problema é que, enquanto presos a nomes e formas, não podemos conhecer as coisas como elas realmente são. Daí a dificuldade de descrever o universo em que vivemos.

Fazer uma descrição cheia de predicativos a partir do conhecimento de inúmeros fatos ou minúcias de um determinado tipo torna-se inútil se não conhecemos a relação fundamental entre os fatos, se não conhecemos sua natureza ou qualidades essenciais. 

Enquanto vivermos no reino dos nomes e das formas, não haverá razão para não aproveitarmos as respostas que nomes e formas nos tragam. No entanto, há de se desenvolver a discrição para alcançarmos a real descrição do mundo. Discrição aqui no sentido de discernimento – a qualidade de quem sabe guardar segredo.


Ron English – Do Estúdio para a Rua


Tesselas de quadrinhos

O quadro é de Nossa Senhora. Os quadrinhos são da Mulher Maravilha. A obra é de Ron English.

Visitamos a exposição Do Estúdio para a Rua na Caixa Cultural RJ em 1º de novembro. Descobrimos 110 obras do padrinho da arte urbana, mais um elo da corrente formada por ... Picasso, Andy Warhol, Banksy, Shepard Fairy ...

O processo criativo do artista pode ser visto no documentário POPaganda: The Art and Crimes of Ron English, dirigido por Pedro Carvajal e exibido em uma das salas da mostra. Destacamos a metalinguística na apropriação de outdoors para se refletir sobre o consumo sem perder o humor típico da linguagem da publicidade.

De acordo com o curador Rafael Ferraz, Ron English reconfigura e ressignifica a iconografia pop. De acordo com o próprio Ron English, seu trabalho recontextualiza as imagens do consumismo pop na sua visão do que é a alma americana.

Mc Supersized, mascote da rede de phat food, reparte um hambúrguer na Santa Ceia com 12 personagens de animação, Huck Boy está crescendo assustadoramente, a chupeta tem uma bala de revólver, o cérebro é um útero, a lâmpada elétrica contém o cogumelo da bomba atômica, Abraham Obama é presidente dos EUA, o V de vitória é o V de violência no gesto de paz e amor formado por dois mísseis e o Smile revela o maxilar de uma caveira.

Em Nossos Estudos Poéticos, tudo tesselas de um colorido mosaico, quadrinhos em história.


Fonte da imagem: www.pinterest.com


Matéria, arte, vida



Nossa afinidade com o pensamento do autor destas palavras recitadas se reflete nos links:


Os artistas lidam com matéria inerte. O homem que está esculpindo a imagem do seu Eu verdadeiro para emergir de sua natureza inferior está trabalhando com alguma coisa viva, real. Um problema da vida está sendo resolvido. Um quadro vivo do que deveremos ser no futuro está sendo pintado. Uma nova estátua corporificando nossa futura perfeição está sendo esculpida no mármore bruto de nossa natureza inferior. É a criatividade divina neste trabalho que transforma nossa vida numa canção, apesar de todas as perturbações e tribulações que passamos na periferia de nossa consciência no mundo externo. É semelhante ao processo de um botão tentando abrir-se em flor com toda a alegria natural sempre presente em tal processo de desenvolvimento na natureza. Estamos tentando trazer o futuro para o presente. Estamos nos tornando aquilo que somos. Não sabemos como a estátua será, mas Aquele que é o Eu interior sabe e sentimos sua mão guiando-nos ao tomarmos o buril e começarmos a modelar o bloco de mármore de nossa natureza bruta. Os que são artistas e conhecem a alegria de pintar um quadro ou escrever um poema podem avaliar o que seria a felicidade de produzir uma imagem divina viva, que potencialmente está oculta em nosso interior. Um quadro é coisa morta, uma estátua é coisa morta, mas aquilo que tem vida, que aos poucos vai surgindo de nosso interior, é um Ser Divino de infinito potencial, que se torna cada vez mais um veículo do amor, da sabedoria e do poder divinos.


I. K. Taimni, em Autocultura à Luz do Ocultismo



Terceiro turno – o tempo verbal e o prefixo

O tempo da política brasileira parece ser mesmo o futuro – do presente, do pretérito e do subjuntivo. Foi o que pudemos perceber na leitura dos panfletos dos candidatos a deputado, governador e presidente deste ano.

O futuro nas suas mãos, mudança, avanços e progresso são algumas das expressões eleitas pelos redatores de panfletos, folders, revistas, cartazes, santinhos... As antigas promessas ganharam a forma de projetos. E os eleitores perguntaram: cadê as propostas?


Entrando na Casa da Flôr


http://nossosestudospoeticos.blogspot.com.br/2014/11/cachorro-no-quintal.html




Senhores, eu fiz apenas um ramalhete de flores escolhidas: nele nada existe de meu, a não ser o laço que as prende – disse Montaigne. Rompei o cordão ou desatai o laço, como vos parecer melhor – HPB acrescentou.

Não rompemos, nem desatamos: damos ainda mais laços de links ao ramalhete de azulejo e louça encontrado no interior da Casa da Flôr.


A perda da visão poética 11

O POETA VIDENTE EVIDENCIA O TODO DO QUAL OS FRAGMENTOS FAZEM PARTE.


Deus esteja na Casa da Flôr


http://nossosestudospoeticos.blogspot.com.br/2014/10/entrando-na-casa-da-flor.html


Depois de lida a placa oficial, que apresenta a Casa da Flôr como uma obra de arquitetura espontânea popular, lemos a mensagem gravada por Seu Gabriel em 10 de abril de 1899: Deus esteja nesta casa.

Diante do desejo do artista e em meio à união de tantos fragmentos, sentimos a presença divina, ou percebemos a unidade na diversidade, quando vemos uma casa se tornar uma não casa, se tornar uma flor, se tornar uma história, se tornar um templo...

Sim, uma casa se transforma em um templo quando é um espaço para a arte, quando é matéria para criação.


O amor que há nos mosaicos

Atraindo belas palavras para formar nosso mosaico de estudos poéticos:


O amor é a atração entre um fragmento da Divindade e outros fragmentos, ou para o Todo, do qual esses fragmentos são derivados. É uma atração que é sentida quando esses fragmentos são cobertos por camadas separadas de mente e matéria. É assim o inverso da força que mantém esses fragmentos separados na manifestação.


¿!


O puro amor atrai um fragmento da consciência separada para o Conjunto do qual se separou, de modo que possam unir-se outra vez. 


I.K. Taimni, em Autocultura à luz do ocultismo