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3996 regras

São 3996 sutras, mais o primeiro aforisma da Mahâbhâsya, mais os 14 Shiva sutras.

Uma regra é breve na forma e precisa na função. São classificadas em gerais, particulares e residuais. Não existe exceção à regra nem brecha na lei. As regras são formuladas e organizadas segundo o contexto, a função, a força relativa e a relação interna.

A téssera da regra é sua aplicação. 


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The Astâdhyâhî of Pânini - tésseras e tesselas

Estudando o mosaico linguístico de Pânini através do estudo de Rama Nath Sharma e com a ajuda dos estudos de I. K. Taimni, supomos que regras (sutras) e comentários compõem uma téssera na literatura gramatical. Dentre os comentários, temos as seguintes tesselas:

¿!  explicações (vrtti)
¿!  notas complementares (vârttika)
¿!  exposições (bhâsya)
¿!  derivações ou exemplos (prakyiyâ)
¿!  teoria (siddhânta)

Em Nossos Estudos Poéticos, destacamos a tessela teoria, que consiste em ideias de metafísica, filosofia, epistemologia, lógica e ritual.

Astaka, oitavas ou a coleção de oito, e Sûtrapâtha, a recitação das regras, são outros nomes pelos quais conhecemos a gramática Astadhyâyî (asta – oito/ adhyaya – lição). 


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Calçadas musicais



A onda que invade todos os verões é o Carnaval. Uma onda de ansiedade atinge as pessoas nos dias que antecedem o feriado. E os blocos são uma longa série de ondas de euforia a tomar conta das ruas.

Aproveitamos, então, para falar de uma rua muito especial do carnavalesco bairro de Vila Isabel: o Boulevard 28 de setembro. A rua recebeu esse nome por ser a data em que a princesa Isabel assinou a lei do ventre livre, tornando livres filhos de escravos nascidos a partir daquele dia. O mosaico acima é parte das calçadas do Boulevard. Durante o carnaval, um colorido mosaico se sobrepõe ao preto e branco dessas ondas musicais – são os confetes dos foliões que por ali desfilam.

Em comemoração aos 400 anos da cidade do Rio de Janeiro, o arquiteto Orlando Magdalena idealizou a obra – as Calçadas Musicais. Nelas encontramos partituras e cifras de importantes canções da música popular brasileira. Foi o músico Almirante, morador da Vila, quem selecionou o repertório a ser tesselado. O maestro Carioca simplificou as partituras. O projeto decorativo ficou por conta do arquiteto Hugo Ribeiro. E os anônimos calceteiros concretizaram a ideia com as conhecidas pedras portuguesas.

Símbolos do bairro, as Calçadas Musicais tesselam as seguintes canções:

¿!  Cidade Maravilhosa - André Filho (na Praça Maracanã)
¿!  Jura - Sinhô
¿!  Renascer das cinzas - Martinho da Vila (na Praça Barão de Drummond)

Vila Isabel é o berço dos compositores Noel Rosa, João de Barro e Martinho da Vila e é também o berço da escola de samba Unidos de Vila Isabel. Em 1988, ano da promulgação da nossa atual constituição, a escola foi campeã do carnaval com o enredo Kizomba – Festa da Raça. O enredo foi idealizado por Martinho da Vila, tendo Rodolpho de Souza, Jonas e Luiz Carlos da Vila como compositores do samba-enredo. “Anastácia não se deixou escravizar”, “O pagode é o partido popular” e “Esta kizomba é nossa constituição” são partes da letra do samba.

Os versos de outros carnavais são cantarolados nos blocos de rua ainda hoje. Uma onda de nostalgia também invade a festa das raças. 


Fonte da imagem: Rio eu te amo


Universo em fragmentos

Dado que o mundo físico é apenas o revestimento mais externo do universo manifestado, nosso conhecimento deste universo está destinado a permanecer fragmentado e extremamente parcial. 


I. K. Taimni – A Ciência do Yoga


Mestres calceteiros


Mar largo - estrutura geométrica do calçamento em ondas (croqui José Tabacow)


A arte pública do mosaico de pedras portuguesas, formado pela justaposição de pedras de formato irregular, é uma tradição dos países lusófonos derivada possivelmente do mosaico romano. Os pavimentos calcetados de pedras de calcário branco e preto datam de 1500 e foram muito empregados no paisagismo de meados do século XIX. Uma das técnicas utilizadas na elaboração desse mosaico é o mar largo. Um exemplo é o calçadão de Copacabana, projetado no início do século XX por Burle Marx, Haruyoshi Ono e José Tabacow.

Hoje muitos desses mosaicos vêm sendo substituídos por cimento. A justificativa para a destruição dos mosaicos é politicamente correta – falta de acessibilidade para deficientes físicos, piso escorregadio para idosos. Já outros mosaicos vêm sendo substituídos por asfalto. A justificativa é a mobilidade urbana – pistas mais largas para carros e abertura de ciclovias. Tudo se encaixa. Mas não sabemos para onde vão as pedras retiradas.

Dizem os anônimos mestres calceteiros, no entanto, que a destruição do mosaico se deve à incompetência de nossa época: aplicação em locais indevidos, situados em áreas inclinadas, reparos realizados por mão-de-obra não qualificada, buracos por causa do mau encaixe das pedras. Cimento e asfalto são as vantagens do imediatismo e do simplismo e do baixo custo.

A lição que podemos aprender com os mestres calceteiros é a seguinte: a arte identifica sua época e seu espaço até mesmo quando abandonada, desprezada e destruída. E reflete as qualidades que desenvolvemos. A calcetaria só é bela e segura quando bem feita.

Todos os anos, milhões de pessoas se reúnem no mar largo de Copacabana para celebrar a chegada do ano novo. Jogam flores no mar, acendem velas, abrem garrafas de espumante, brindam, fazem pedidos, votos e promessas. Celebremos, então, o nosso tempo e o nosso espaço, refletindo sobre as qualidades que vamos desenvolver ao longo de 2015. As qualidades que vão nos identificar.

Fonte da imagem: Vitruvius


Deixando a Casa da Flôr




1. Se dá voltas a uma escultura,/ o corpo é que a envolve, livre;/ se penetra em qualquer pintura/ como janela que se abrisse;// se pode boiar numa música,/ nos pauís doentes de que consiste;/ se pode ir em fins de semana/ a romances que tenham o “habite-se”.//

2. Mas só a arquitetura é total,/ não virtual, ao corpo que a vive,/ ainda mais se essa arquitetura/ numa cidade se urbanize;//

Com os versos de João Cabral de Melo Neto nos despedimos da Casa da Flôr. Aproveitamos para agradecer ao sobrinho-neto de Seu Gabriel, que nos acompanhou durante a nossa visita, que contou histórias sobre a casa e que se despediu de nós recitando uma poesia. Retribuímos agora com os versos do Ferrageiro de Carmona. 

Explicaria o Ferrageiro que as flores de Seu Gabriel são “flores criadas numa outra língua,/ nada têm das flores de fôrma moldadas pela das campinas”. A Casa da Flôr não é feita de “[...] uma flor já sabida,/ mas do que pode até ser flor/ se flor parece a quem o diga”.

E nós, blogueiros, explicaríamos ao Ferrageiro que não foi a força com que se trabalha o ferro forjado, material de grande resistência, que deu limites às flores de Seu Gabriel. As flores de Seu Gabriel são feitas de materiais de pouca resistência, que se quebram facilmente. Foi a força do pensamento que uniu os cacos, dando-lhes uma nova forma.

Nos posts de Nossos Estudos Poéticos, a arquitetura da Casa da Flôr tornou-se virtual. Em Nossos Estudos Poéticos, os mosaicos de Seu Gabriel tornaram-se tesselas de nosso mosaico. Que todas as tesselas venham a ser um mosaico. Que todos os fragmentos venham a ser tésseras. Que tudo floresça e, depois, volte a ser uma semente.


Ron English – Do Estúdio para a Rua


Tesselas de quadrinhos

O quadro é de Nossa Senhora. Os quadrinhos são da Mulher Maravilha. A obra é de Ron English.

Visitamos a exposição Do Estúdio para a Rua na Caixa Cultural RJ em 1º de novembro. Descobrimos 110 obras do padrinho da arte urbana, mais um elo da corrente formada por ... Picasso, Andy Warhol, Banksy, Shepard Fairy ...

O processo criativo do artista pode ser visto no documentário POPaganda: The Art and Crimes of Ron English, dirigido por Pedro Carvajal e exibido em uma das salas da mostra. Destacamos a metalinguística na apropriação de outdoors para se refletir sobre o consumo sem perder o humor típico da linguagem da publicidade.

De acordo com o curador Rafael Ferraz, Ron English reconfigura e ressignifica a iconografia pop. De acordo com o próprio Ron English, seu trabalho recontextualiza as imagens do consumismo pop na sua visão do que é a alma americana.

Mc Supersized, mascote da rede de phat food, reparte um hambúrguer na Santa Ceia com 12 personagens de animação, Huck Boy está crescendo assustadoramente, a chupeta tem uma bala de revólver, o cérebro é um útero, a lâmpada elétrica contém o cogumelo da bomba atômica, Abraham Obama é presidente dos EUA, o V de vitória é o V de violência no gesto de paz e amor formado por dois mísseis e o Smile revela o maxilar de uma caveira.

Em Nossos Estudos Poéticos, tudo tesselas de um colorido mosaico, quadrinhos em história.


Fonte da imagem: www.pinterest.com


Entrando na Casa da Flôr


http://nossosestudospoeticos.blogspot.com.br/2014/11/cachorro-no-quintal.html




Senhores, eu fiz apenas um ramalhete de flores escolhidas: nele nada existe de meu, a não ser o laço que as prende – disse Montaigne. Rompei o cordão ou desatai o laço, como vos parecer melhor – HPB acrescentou.

Não rompemos, nem desatamos: damos ainda mais laços de links ao ramalhete de azulejo e louça encontrado no interior da Casa da Flôr.


A perda da visão poética 11

O POETA VIDENTE EVIDENCIA O TODO DO QUAL OS FRAGMENTOS FAZEM PARTE.


O amor que há nos mosaicos

Atraindo belas palavras para formar nosso mosaico de estudos poéticos:


O amor é a atração entre um fragmento da Divindade e outros fragmentos, ou para o Todo, do qual esses fragmentos são derivados. É uma atração que é sentida quando esses fragmentos são cobertos por camadas separadas de mente e matéria. É assim o inverso da força que mantém esses fragmentos separados na manifestação.


¿!


O puro amor atrai um fragmento da consciência separada para o Conjunto do qual se separou, de modo que possam unir-se outra vez. 


I.K. Taimni, em Autocultura à luz do ocultismo


A perda da visão poética 10

Como a perda da visão poética fragmenta a verdade ou como a perda da visão poética visualiza posts sem ler links:


Não apenas nada é visto como um todo pelo intelecto, mas também nada é visto em sua correta perspectiva, em sua relação com outras coisas e outras verdades existentes ao mesmo tempo. Isto faz com que se superestime a importância das verdades parciais, utilize indevidamente o conhecimento relativo às forças naturais, adote meios errados para atingir fins corretos, e tantos outros males dos quais a civilização moderna, baseada no intelecto, fornece muitos e notáveis exemplos. Esta falta de perspectiva e percepção do todo é característica de todo conhecimento e ação baseados no intelecto divorciado da sabedoria.


I. K. Taimni – A ciência do yoga 


Algumas palavras antes de entrar na Casa da Flôr




“Esta casa não é uma casa... isto é uma história. É uma história porque foi feita de pensamento e sonho... uma casa feita de caco transformada em flor”. Essas são as palavras de Gabriel Joaquim dos Santos sobre a sua não casa, sobre a sua história, que não se resume apenas a fatos. A história deste artista tem pensamentos e sonhos, ligados talvez às leis verdadeiras e aos altos princípios. Essas palavras estão gravadas em uma placa na entrada da Casa da Flôr.

Chegamos à entrada da Casa da Flôr pegando um ônibus e pedindo ao trocador para que ele nos avisasse quando descer. Era um dia cinza e úmido. As palavras do trocador foram: “Mas não tem nada para ver na casa da flor”.

Depois de descer do ônibus, seguimos andando e, no caminho, tiramos a foto que ilustra este post. É a foto do muro de uma das casas na vizinhança da Casa da Flôr. Ela também tem cacos e flor. Mas não tem aquilo que une os dois elementos – a transformação.

As palavras de Gabriel Joaquim dos Santos estão gravadas em uma placa. E estão também gravadas em cada pétala tessela de sua histórica flor. Gravadas para aqueles que puderem ver a não casa.


Estudar poesia

Para aprender poesia, podemos estudar sobre os sentimentos, que são as sensações percebidas pela mente como agradáveis ou desagradáveis. Podemos estudar sobre as emoções, estados complexos de consciência constituídos por desejo e pensamento.

Podemos estudar sobre o pensamento, o estabelecimento de relações entre as imagens presentes em nossa mente. Essas imagens são as nossas percepções mentais. Delas dependem a qualidade do nosso pensamento. Importam tanto o número quanto a natureza das imagens, adquiridas por meios como a observação e a leitura. Ao pensar, usamos essas imagens, ou então usamos símbolos que as substituem.

O químico Taimni  nos diz através de seus livros que o bom pensamento precisa de um artista que arranje essas imagens de tal maneira que nosso pensamento ganhe uma bela forma. “O simples aumento de nosso conhecimento pela leitura e observação e a multiplicação de nossas imagens mentais que daí decorre não é o bastante. Devemos pensar com firmeza e persistência até que aprendamos a produzir, usando o material que acumulamos, pensamentos de belas formas ou pensamentos que possam ser de utilidade em nossa vida”. Em Nossos Estudos Poéticos, nossa vida se confunde com nossa poesia. E seguimos tentando dar a forma de um belo mosaico a este blogue.

E, para aprender a poesia, podemos estudar sobre o desejo – como transformá-lo em vontade? Como fazer da aspiração uma inspiração? Como, para além de uma bela forma, alcançar o sublime?


Equinócio de Primavera




Flores de vidro, flores de caco, flores de concha, flores de ralo, flores de lâmpada, pedra, louça... flores e mais flores brotam de nossos estudos poéticos na Casa da Flôr. Nesta primavera, vamos transformar em tesselas a viagem que fizemos ao mosaico do salineiro Joaquim Gabriel dos Santos em São Pedro da Aldeia. Floresçamos!




Livro das Mil e Uma Noites – Introdução

As mil e uma noites não morreram... continuam crescendo, ou recriando-se. E o infinito tempo do livro continua o seu caminho.

Jorge Luis Borges

Mamede Mustafa Jarouche traduziu Kitáb alf layla wa layla, título original do Livro das Mil e Uma Noites, do árabe para o português. O tradutor verteu palavras e expressões de um idioma para o outro, captando ritmos, tons e melodias e acrescentando notas não apenas esclarecedoras para nosso entendimento, como também inspiradoras. À seguinte fala de uma personagem: Ó rei, não deixes que o amor ou o ódio pelo que quer que seja te adentre o coração, pois o coração possui uma especificidade inscrita em seu nome, não tendo sido chamado de coração senão por se revirar, ele acrescentou a nota: em árabe, a palavra taqallub, nome da ação do ‘ato de revirar-se’, é cognata de qalb, ‘coração’. Jarouche nos apresenta também o significado dos nomes das personagens. Ala’uddim, o da lâmpada mágica, quer dizer elevação da fé (ala – elevação  e addim – a fé).

Lemos em Nossos Estudos Poéticos o Livro das Mil e Uma Noites, unindo-nos àqueles que se perguntam como e por que essas histórias, das quais desconhecemos a autoria, foram criadas. E vamos tentar fazer parte de sua criação coletiva transformando-o em posts para continuar compondo nosso mosaico de textos. Serão 7 tesselas postadas, como se fossem os 7 véus a serem retirados:

1) Introdução
2) Volume 1
3) Volume 2
4) Volume 3
5) Na noite seguinte, que era a 666ª
6) As 1001 noites ou O livro do véu de Ísis
7) Volume 4

Esperamos que nossas tesselas se aproximem da beleza daqueles mosaicos do palácio de Aladim, construído com pedras de jade, mármore e pórfiro pelo escravo que saía da lâmpada quando ela era esfregada. E esperamos que elas possam revelar aos nossos corações novos entendimentos para a tradução de Mamede Mustafa Jarouche. 




Visões da unidade e da variedade da criação da natureza

¿!  A natureza é uma força criadora.
¿!  Os recursos, as vias e os métodos de criação da natureza são infinitos.
¿!  A natureza procede de acordo com leis uniformes.


Vídeo Versos d'água


Um moinho e várias voltas. Um sino e vários toques. Uma linha e várias medidas. Um rio e vários dias. Um movimento e vários ritmos. Um verso e vários pés. Um poema e vários leitores, vários ouvintes. Uma poesia e vários poetas. Um blogue e vários posts. Um mosaico e várias tesselas. Um todo e várias partes. Um fluido e várias linkagens. Uma língua e vários versos d’água, vários.






Irmãs-gêmeas

A OSTENTAÇÃO É A LUZ DA VIDA SIMPLES.

A VIDA SIMPLES É A SOMBRA DA OSTENTAÇÃO.


Os gêneros literários – o Espaço

As espécies expositivas também são diferenciadas de acordo com a continuidade ou descontinuidade do todo espacial e simultâneo. Os conceitos equivalentes à ordem espacial são as noções de todo e parte, e de inclusão e exclusão.

O todo

As noções de “todo” e “inclusão” dão a forma de todas as espécies literárias que possuem uma natureza de lista, de índice, de inventário, de acumulação e enumeração, cujo modelo por excelência é a enciclopédia. Pertencentes a essa espécie são todas as subespécies de trabalhos didáticos e informativos.

As partes

Contrapondo-se à indiscriminada abrangência da lista, a ideia de sistema, ou de organização, também é voltada para um “todo”, mas um todo que é separado e classificado em suas peças, aspectos e dimensões, sendo, portanto, submetido a uma sequência de "exclusões". Esse é o tratado ou espécies sistemáticas.

A inclusão num Todo

De um lado, há os trabalhos que, lidando com um assunto particular, pretende inseri-lo em um corpo pré-existente de conhecimento, que já foi sistematizado. Essa espécie de trabalhos é denominada tese (thesis), que vem de um verbo latino que significa "colocar".

A inclusão em partes

No entanto, se a ideia a ser apresentada não tem compromisso formal ou decisivo com um sistema pré-existente de conhecimento, então o que o autor faz é acrescentar livremente mais uma ideia para o amplo e vago repertório de ideias humanas. Isto é precisamente o que faz a espécie ensaio.

O espaço indefinido

A diferenciação das espécies expositivas podem assim continuar indefinidamente, por meio da simples aplicação dos critérios de todo e parte, inclusão e exclusão. Existe também uma infinidade de arranjos possíveis.


 “Os gêneros literários, a rigor, são realidades arquetípicas:
a dificuldade em ver está no sujeito e não no objeto”
(Os gêneros literários: seus fundamentos metafísicos. O. de Carvalho)


Continua em Os gêneros literários – a Aspiração