Estudar poesia

Para aprender poesia, podemos estudar sobre os sentimentos, que são as sensações percebidas pela mente como agradáveis ou desagradáveis. Podemos estudar sobre as emoções, estados complexos de consciência constituídos por desejo e pensamento.

Podemos estudar sobre o pensamento, o estabelecimento de relações entre as imagens presentes em nossa mente. Essas imagens são as nossas percepções mentais. Delas dependem a qualidade do nosso pensamento. Importam tanto o número quanto a natureza das imagens, adquiridas por meios como a observação e a leitura. Ao pensar, usamos essas imagens, ou então usamos símbolos que as substituem.

O químico Taimni  nos diz através de seus livros que o bom pensamento precisa de um artista que arranje essas imagens de tal maneira que nosso pensamento ganhe uma bela forma. “O simples aumento de nosso conhecimento pela leitura e observação e a multiplicação de nossas imagens mentais que daí decorre não é o bastante. Devemos pensar com firmeza e persistência até que aprendamos a produzir, usando o material que acumulamos, pensamentos de belas formas ou pensamentos que possam ser de utilidade em nossa vida”. Em Nossos Estudos Poéticos, nossa vida se confunde com nossa poesia. E seguimos tentando dar a forma de um belo mosaico a este blogue.

E, para aprender a poesia, podemos estudar sobre o desejo – como transformá-lo em vontade? Como fazer da aspiração uma inspiração? Como, para além de uma bela forma, alcançar o sublime?


Equinócio de Primavera




Flores de vidro, flores de caco, flores de concha, flores de ralo, flores de lâmpada, pedra, louça... flores e mais flores brotam de nossos estudos poéticos na Casa da Flôr. Nesta primavera, vamos transformar em tesselas a viagem que fizemos ao mosaico do salineiro Joaquim Gabriel dos Santos em São Pedro da Aldeia. Floresçamos!




Hieróglifo

Hieróglifo “as águas”


Hieróglifo quer dizer, literalmente, entalhes sagrados. Considerados sinais da língua divina, opunham-se à escrita demótica (a escrita dos livros).

Era uma escrita gravada em pedra, composta por ideogramas, caracteres fonéticos e determinativos. Estes tinham a função de auxiliar na interpretação e no esclarecimento da escrita. Indicavam, por exemplo, número (plural) e classe gramatical. Nos hieróglifos, as figuras humanas e de animais olhavam sempre para o início da linha. Tudo isso está na aventura das línguas de Störig.

O termo é empregado na fala usual referindo-se a tudo que é difícil decifrar. De maneira figurativa quer dizer letra ilegível.